Museu do Amanhã

Projeto de Acessibilidade e Ação Educativa Inclusiva

Rio de Janeiro - ano 2015
   O Museu do Amanhã é um  museu construído no município do Rio de Janeiro. O prédio, projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, foi erguido ao lado da Praça Mauá, na  zona portuária (mais precisamente no Píer Mauá). Sua construção teve o apoio da Fundação Roberto Marinho. O edifício foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015 e recebeu cerca de 25 mil visitantes em seu primeiro final de semana de funcionamento.
   A proposta da instituição é ser um museu de artes e ciências, além de contar com mostras que alertam sobre os perigos das mudanças climáticas, da degradação ambiental e do colapso social. O edifício conta com espinhas solares que se movem ao longo da claraboia, projetada para adaptar-se às mudanças das condições ambientais. A exposição principal é majoritariamente digital e foca em ideias ao invés de objetos.
   A pretensão do Museu do Amanhã é inaugurar uma nova geração de museus de ciências no mundo, sendo considerado "de terceira geração", com uma concepção que o posiciona como o primeiro museu global de "terceira geração". A "primeira geração" de museus é voltada para os vestígios do passado, como os museus de história natural. A "segunda geração" busca difundir as evidências do presente, como os museus de ciência e tecnologia. A "terceira geração", destina-se a expor as mudanças, perguntas e a exploração de possibilidades futuras para a humanidade. É neste último conceito que se encaixa o museu carioca.
   O Museu do Amanhã conjuga o rigor da ciência e a linguagem expressiva da arte, tendo a tecnologia como suporte, em ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos, criados a partir de estudos científicos desenvolvidos por especialistas e dados divulgados por instituições do mundo inteiro. Traz à cidade, pela primeira vez, o conceito de museu experiencial, no qual o conteúdo é apresentado de forma sensorial, interativa e conduzido por uma narrativa. O espaço examina o passado, apresenta tendências do presente e explora cenários possíveis para os próximos 50 anos a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência.
O Museu do Amanhã explora seis grandes tendências para as próximas cinco décadas: mudanças climáticas; alteração da biodiversidade; crescimento da população e da longevidade; maior integração e diferenciação de culturas; avanço da tecnologia e expansão do conhecimento. A exposição principal, com concepção museográfica do designer Ralph Appelbaum e direção de criação de Andres Clerici, divide-se em cinco áreas, a partir das cinco perguntas que guiam o museu (De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir?): Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.
   O Projeto de Acessibilidade e  Ação Educativa Inclusiva  para o Museu do Amanhã tem por objetivo, incluir na nova proposta curatorial da exposição permanente, com os seguintes itens abaixo relacionados:



  • Acessibilidade física: avaliação dos aspectos físicos dirigidos às questões de circulação espacial (horizontal e vertical) para pessoas em cadeira de rodas,  baixa  estatura  e  com deficiência visual nos espaços expositivos do museu;


  • Acessibilidade comunicacional:    recursos    de    apoio    adequados   às necessidades  de  pessoas  com  deficiência , tais  como:  layout  de  piso  tátil  para  orientação  de  percurso autônomo    de    pessoas    com    deficiência   visual,   maquetes   arquitetônicas,   mapas táteis,  placas em alto relevo, materiais  tridimensionais  (maquetes, DNA e globo tátil), legendas  e  etiquetas  em  dupla  leitura  para identificação dos objetos interativos;


  • Ação Educativa Inclusiva    para    pessoas    com   deficiência  em  visitas especiais ou inclusivas, bem como a formação da equipe de educadores e  funcionários  responsáveis  pelo  atendimento  e  recepção do público alvo.


  • Ficha técnica dos profissionais envolvidos neste projeto.